sexta-feira, 16 de abril de 2010

Professora de Portugal fala sobre Linguística Aplicada em aula inaugural do curso

Na última quarta-feira, dia 14 de abril, foi realizada a aula inaugural do Curso de Letras. O evento contou com uma palestra sobre o tema "Linguística Aplicada – Contributo do Mapeamento da Área". A atividade foi realizada às 19h30min, no auditório do prédio Multicolor, no Campus II.


A palestra foi ministrado pela doutora em Linguística Aplicada pela Universidade de Lisboa, Maria Carminda Silvestre, que atua como professora Coordenadora na Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTG), do Instituto Politécnico de Leiria, em Portugal; e contou com a mediação da professora da Feevale e doutora em Linguística Aplicada, Rosi Ana Grégis.

Estiveram presentes alunos e professores do curso.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Professora da Feevale é integrante de Colegiado do Conselho Nacional de Cultura


Na quarta-feira passada, dia 7 de abril, a professora do Curso de Letras Juracy I. Assmann Saraiva, participou de Audiência Pública, promovida pela Comissão Especial de Tramitação da PEC 416/2005, que institui o Sistema Nacional de Cultura (SNC), na Câmara dos Deputados. A professora faz parte do Colegiado do Setor do Livro, Leitura e Literatura do Conselho Nacional de Cultura, do Ministério da Cultura.

Para mais informações acesse:

terça-feira, 13 de abril de 2010

Professor de Universidade da Espanha participa de "charla" com alunos do Curso de Letras da Feevale


O Professor Doutor Fernando Olivares, da Universidade de Alicante, Espanha, participou de uma “charla” com os alunos da disciplina de Elementos Linguísticos e Literários Hispano-Americanos II , no último dia 24 de março. Na ocasião, o professor detalhou aspectos culturais e econômicos de seu país e principalmente da sua região, a província de Alicante. Um dado curioso foi o a descoberta que a cidade espanhola de Elda, localizada nesta província, é cidade-irmã de Novo Hamburgo, inclusive com fama na confecção de calçados. Foi uma oportunidade única de interação em Língua Espanhola, onde os alunos do Curso de Letras puderam esclarecer dúvidas e aprender um pouco mais sobre tão importante cultura.

terça-feira, 9 de março de 2010

A ESTRELA DE IEMANJÁ VAI À BOLOGNA!

210 livros, 126 escritores. Estes são os livros infantis e juvenis publicados no Brasil em 2009 e selecionados pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (extensão brasileira do IBBY (International Board on Books for Young People) para representar o país na 47th Bologna Children’s Book Fair 2010, que se realiza na cidade italiana de Bolonha, de 23 a 25 de março deste ano. A feira serve de vitrine para o que de melhor é produzido na área literária para o público infantil e juvenil, reunindo publicações de todas partes do mundo.
Entre eles está “A Estrela de Iemanjá”, escrito pela gaúcha Simone Saueressig e editado pela Cortez Editora em 2009, com ilustrações de Maurício Veneza.
O livro conta a história de Tomás, Cosme e Daniel, que aportam em Aganju, uma ilha linda e misteriosa que nenhum dos três conhecia até então. É ali que eles encontram a corajosa Ubatá e se envolvem no roubo da Estrela de Iemanjá, a jóia da coroa da Rainha dos Mares.
Criando um mundo de fantasia baseado nas religiões afro-brasileiras, Simone leva o leitor através de uma aventura cheia de emoção e suspense onde os orixás não são apenas figuras míticas, mas personagens vivos e cheios de força.
Para maiores informações sobre o livro, acesse
http://www.cortezeditora.com.br, ou o site da escritora, no www.porteiradafantasia.com.

Porteira da Fantasia
www.porteiradafantasia.com
contato@porteiradafantasia.com

Simone Saueressig
Escritora
Fone: (51) 3593.7561
e-mail:
contato@porteiradafantasia.com

Assessoria de imprensa da Cortez Editora
Jornalista responsável: Marilu G. do Amaral (mth 14.830)
Fone: (11) 2991.2934e-mail:
imprensa@cortezeditora.com.br
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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Mais dicas de leitura!

Anjinho Jojó o pintor da terra

Vencedor do prêmio Copene de Cultura e Arte – Literatura – 1999, Anjinho Jojó o pintor da Terra, de Iray Galrão, conta através de versos, a bela história de um anjinho trabalhador e muito desastrado chamado Jojó, que por acidente acabou tingindo o Céu de azul, o que acaba se desenrolando em várias tentativas de conserto, como pintar o Sol de amarelo para aparecer no azul, desenhar a Lua e estrelas para colorir a noite após o Sol adormecer... até Deus chegar. Para a surpresa do pequeno anjo, ao invés de dar uma bronca, Deus ficou encantado com o colorido de tudo aquilo e enviou todos os anjinhos à Terra para que pintassem o planeta, as plantas e os animais. Sobrando apenas os homens, que por serem os filhos favoritos de Deus deixaram os anjos com receio de pintá-los, até que Jojó resolveu ir até Ele e perguntar se os homens ele também podia pintar. Assim, pela falta de grandes quantidades de tinta, os seres humanos tiveram a pele pintada de várias cores “...para colorir o mundo, assim como fazem as flores”[1].
O livro, publicado pela Casa de Palavras com o Patrocínio da COPENE, apresenta ilustrações de Aruane Garzedin que, com sensibilidade e poesia, deu cores à narrativa, indo do cinza a um arco-íris de cores, cada vez mais vivas, com o avançar das páginas.

[1] Galrão, iray. Anjinho Jojó o pintor da Terra/ Iray Galrão; capa e ilustrações de Aruane Garzedin. _ Salvador: Fundação Casa de Jorge Amado, 1999 (Casa de palavras. 1,2,3, v.10). Pág. 26.

Dica de Leitura

A Lei do mais Forte e outros males que assolam o mundo

A Lei do Mais Forte, Fernanda Lopes de Almeida, uma das mais importantes autoras da literatura infantil brasileira, trata, por meio de fábulas, os mais diversos temas da vida cotidiana, de forma clara e inteligente. Reformulando e transformando as poesias de La Fontaine, a escritora nos apresenta pessoas e animais enfrentando problemas e demonstrando reações, como desrespeito, avareza, prepotência, bajulação e injustiça.
Destacando uma, entre as 15 fábulas, A vingança do escaravelho, trata do rancor, fazendo o leitor se deparar com uma águia que desperta a ira de um escaravelho ao caçar uma lebre. Como punição pela morte da amiga, o escaravelho começa a quebrar, ano após ano, todos os ovos da águia, até a situação ficar tão insustentável que o Deus da Floresta tem de intervir. Após o julgamento dos fatos, os dois inimigos são sentenciados pelo deus de forma que o período de pôr ovos de um coincida com o de hibernação do outro, causando a insatisfação de ambos por não poderem ver seu inimigo castigado e cessando, assim, a “cadeia de vingança”.
Com esse grandioso universo de emoções, valores, escolhas, erros e acertos, a fabulista oferece aos leitores momentos de reflexão e belas lições de vida.
A Lei do Mais Forte, lançado em 2007 pela Editora Ática e reimpresso em 2009, conta com belíssimas ilustrações de Lúcia Brandão que fazem o leitor viajar nas gravuras pelo mundo multifacetado da autora.



quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Literatura e cinema

A literatura por si só é magnífica, pois consegue construir um universo em que o leitor se perde, descobrindo novos mundos, personagens e histórias; viajando pelo desconhecido sem sair de sua casa. O livro é o objeto mágico que, além de transportar as pessoas a esses lugares e épocas com um simples virar de páginas, abriga o desconhecido, nunca se sabe que aventuras serão encontradas nas páginas seguintes. O escritor é a peça-chave disso tudo, o mago que controla o passado, o presente e o futuro da narrativa, nada existiria sem ele; nem o Sol, as estrelas, os planetas ou os seres, ele é o criador de tudo... Onipresente e sempre pronto a colocar uma vírgula, um ponto ou o temido “fim” na última página.

O cinema, assim como a Literatura, é uma forma de arte, quanto a isso não há dúvidas. Ao sentar em uma poltrona, na sala escura do cinema ou mesmo em casa em frente à TV, para assistir a um filme, o espectador é quase que hipnotizado, dominado e, ao mesmo tempo, fascinado pela linguagem das imagens, como acontece na “Alegoria da caverna”, de Platão. Filmes provocam sensações, emoções e pensamentos na platéia, fazendo-a crer nas informações passadas na tela, transportando-a para o universo fílmico. Unir esse dois mundos em uma única obra é um feito inigualável, que reúne o poder das palavras com as imagens, cores e sons do cinema, representando a história da melhor forma possível, utilizando tando os recursos fílmicos quanto os literários.

Adaptações são necessárias para a transposição da forma escrita para uma forma visual, mais dinâmica, em que nem tudo precisa ser “falado” e emoções podem ser transmitidas por olhares e gestos. Um livro não passa ao leitor a mesma idéia visual que um filme, o escritor se mune de palavras para descrever seus personagens, lugares e passagens, dando a cada pessoa a liberdade de imaginar o universo presente no livro de sua forma pessoal; independentemente da opinião do autor, após escrito, cada personagem é imaginado de uma forma diferente, na individualidade do leitor.

Assim como diz Juracy Saraiva no livro Narrativas verbais e visuais: leituras refletidas, a narrativa fílmica mostra para narrar e a literária narra para mostrar*. O cinema não é “melhor” que a literatura, nem a literatura é “melhor” que o cinema. São formas artísticas diferentes, independentes até, que podem seguir sua trajetória tanto separadas como se complementarem, criando uma obra de arte única. E usando as palavras de Marinês Kunz, retiradas do mesmo livro, a mimese da mimese tem, portanto, brilho próprio na medida em que, simultaneamente, depende e independe do texto original**.
Júlia R. Cunha - Aluna do curso de Letras da Feevale
*SARAIVA, Juracy Assmann. Literatura e cinema: encontro de linguagens in Narrativas verbais e visuais: Leituras Refletidas – São Leopoldo: Editora Unisinos, 2003. p.26
**KUNZ, Marinês Andrea. Literatura e cinema: encontro de linguagens in Narrativas verbais e visuais: Leituras Refletidas – São Leopoldo: Editora Unisinos, 2003. p.65.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

De volta ao país das maravilhas...

Alice in Wonderland é a mais nova produção Disney sob a direção de Tim Burton, o filme que se baseia no clássico Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carrol, e sua continuação, Alice Através do Espelho (também conhecida como Alice no País do Espelho).

O filme será uma espécie de sequência do original, começando quando Alice, agora com 19 anos, descobre durante uma festa, que está prestes a ser pedida em casamento. Ela foge seguindo um coelho branco e vai parar no País das Maravilhas, um local que já havia visitado 10 anos antes mas não se lembrava mais.

O longa tem como elenco a estreante Mia Wasikoska no papel de Alice, o parceiro de longa data de Burton, Johnny Depp (de Piratas do Caribe) como o Chapeleiro Louco, Helena Bonham Carter (de Harry Potter e a Ordem da Fênix) como Rainha de Copas, além de contar também com a presença de Anne Hathaway (de O Diabo Veste Prada) como Rainha Branca e Alan Rickman (o Severus Snape da saga Harry Potter) no papel de Lagarta Azul.

Alice no País das Maravilhas, segundo Burton, será uma mistura de live-action com 3D (mesma técnica utilizada em Beowulf) e tem data de estréia prevista para 5 de março de 2010 nos Estados Unidos.



Trailer:
http://www.youtube.com/watch?v=LjMkNrX60mA

Site oficial do filme:
http://disney.go.com/disneypictures/aliceinwonderland/

sábado, 21 de novembro de 2009

Poema concreto é preparado pelo Curso de Letras da Feevale

O Curso de Letras marcou presença no evento, “o Mundo Feevale 2009 - Mostra de Profissões”, com o poema concreto, “BEBA COCA COLA, de Décio Pignatari, confeccionado por professores e acadêmicos do curso. Foram utilizadas garrafas de coca-cola para compor cada uma das letras da poesia.
Trabalhando de forma integrada o som, a visualidade e o sentido das palavras, o poema concreto propõe novos modos de fazer poesia, visando a uma ”arte geral da palavra”. Foi colocado em prática a partir de 1950, pelos poetas, Augusto de Campos, Décio Pignatari, Haroldo de Campos, José Lino Grünewald e Ronaldo Azeredo.
Essa forma de poesia apareceu em um momento no qual visava-se à construção de um Brasil mais moderno, colocando em prática formas renovadas de sensibilidade e de experiência, e acaba portanto, ampliando os parâmetros de discussão de poesia, ultrapassando o âmbito literário.














sábado, 7 de novembro de 2009

Poesia da semana



E aí, pessoal!!

O poema angolano da semana é de Agostinho Neto, poeta nascido em Caxicane, África, em 1922. Além de poeta era médico e, exerceu a profissão em Angola, Cabo Verde e Portugal. Suas obras: Quatro Poemas de Agostinho Neto, Poemas e Sagrada Esperança, foram traduzidas para várias línguas. O poema "O choro de África", que está aí pra que vocês possam ler e apreciar, nos remete a uma África que chora, a uma África que se ergue e se constitui como nação, buscando a construção da sua própria identidade.

O Choro de África

O
choro durante séculos
nos seus olhos traidores pela servidão dos homens
no desejo alimentado entre ambições de lufadas românticas
nos batuques choro de África
nas fogueiras choro de África
nos sorrisos choro de África
nos sarcasmos no trabalho choro de África

Sempre o choro mesmo na vossa alegria imortal
meu irmão Nguxi e amigo Mussunda
no círculo das violências
mesmo na magia poderosa da terra
e da vida jorrante das fontes e de toda a parte e de todas
[as almas
e das hemorragias dos ritmos das feridas de África
e mesmo na morte do sangue ao contato com o chão
mesmo no florir aromatizado da floresta
mesmo na folha
no fruto
na agilidade da zebra
na secura do deserto
na harmonia das correntes ou no sossego dos lagos
mesmo na beleza do trabalho construtivo dos homens

O choro dos séculos
inventado na servidão
em histerias de dramas negros almas brancas preguiças
e espíritos infantis de África
as mentiras choros verdadeiros nas suas bocas

O choro de séculos
onde a verdade violentada se estiola no círculo de ferro
da desonesta força
sacrificadora dos corpos cadaverizados
inimiga da vida
fechada em estreitos cérebros de máquinas de contar
na violência
na violência
na violência
O choro de África é um sintoma

Nós temos em nossas mãos outras vidas e alegrias
desmentidas nos lamentos de suas bocas – por nós!
E amor
e os olhos secos